Posts Tagged ‘Fotos’

Refrescante

novembro 19, 2009

Alessandra Ambrósio e Ana Beatriz Barros, orgulho nacional na GQ inglesa deste mês.

Sei que isso aqui não é o Super Pop da Luciana Gimenez para fazer desfile de bikinis, mas as vezes temos que abrir exceções.

Anúncios

Adam Makarenko

novembro 17, 2009

Todo mundo sabe que o Canada é um país bem bacana, de gente honesta e educada, um país que foi colonizado metade pelos os ingleses e a outra metade por francês, ou seja, uma mistura das duas melhores heranças coloniais do planeta.

Um dos poucos problemas do Canada é que seguido eles cagam fora do pinico não questões ambientais, pois eles possuem uma natureza muito rica em recursos naturais, volta e meia aparecem imagens deles matando ursos polares e outros animais simpáticos que vivem na região, há também enormes florestas que a cada dia são desmatadas, as árvores nativas da região são matéria prima para o papel de jornal.

Porque eu estou falando isso? Para apresentar o belo trabalho do fotografo também canadense Adam Marenko, ele criou uma versão em miniatura de um parque natural do estado de Ontario, logo após longos meses de trabalhos e realizou esses cliques que são a sua versão para a invasão humana em um território selvagem.

Bonito né?

A noite será devagar

outubro 25, 2009

Bem, aqui estou eu de novo ouvindo as boas e velhas músicas de novo, sentindo tristeza, a boa tristeza à moda antiga em que as lágrimas não chegam a sair, bom, ouço mais um pouco.


A mente pode consumir quantidades mágicas de memória enquanto a noite se desdobra noite adentro, enquanto outro charuto é aceso, como se pode ficar terrivelmente amuado quando velhas músicas seguem-se uma às outras, rostos são lembradas, rostos jovens, como fatias novas de uma maçã ,estão mortos agora, quase todos eles mortos agora.


A aparente beleza e a aparente bravura, se foram.


Sentado aqui permitindo que meus melhores sentidos sejam diluídos pela melancolia, um homem velho, lembrando de novo, olhando de cima a baixo o bar imaginário cheio de assentos vazios, pensando naquela criança com os loucos de olhos vermelhos que sentava lá enchendo o copo e enchendo e enchendo e enchendo de novo ao ponto da imbecilidade, agora lembrando, ouvindo de novo, permitindo a idiotice entrar de novo, somos todos idiotas para sempre, idiotizados para sempre, alegremente, agora.


Sempre ele, Charles Bukowiski, o nome do poema é o título do post.

A lombriga de toda sexta-feira

outubro 23, 2009

Ontem, eu estava ajudando um colega na pesquisa do seu TCC, o assunto da sua monografia é o relacionamento da marca All Stars  da Converse com o rock and roll, realmente, a marca tem um forte envolvimento com o público consumidor desse estilo, realmente ela fez uma escolha muito inteligente.

Acabei encontrando no Ads Of The World essa campanha de 2007, entitulada “We called it life”, traduzindo literalmente seria “Nós chamamos isso de vida”, o que me fez lembrar que hoje é sexta feira, exatamente quando começa aquele movimento nas suas entranhas, parecido com uma lombriga, mas um outro tipo de lombriga que não chupa toda a glicose do seu sangue e faz você pedir doce, ao contrário, faz você querer esbórnia.

Sabe aquela sensação que faz as pessoas perderem a conta dos copos que beberam, faz você atirar a garrafa da cerveja pela janela, aquele estouro que desperta uma enzima insana no cérebro; além de querer brigar com seguranças,  tropeçar na frente de uma boate e morrer de rir com isso, beijar pessoas desconhecidas e transar em lugares perigosos – acho que foi esse o norte criativo dessa campanha, a lombriga que nasce em algumas pessoas toda sexta-feira.

Aproveitando para dar uma animada, deixo aqui o clip da Ladyhawke com Paris Is Burning, música muito bacana para já dar o ritmo do final de semana e que também me faz lembrar dos meus tempos de baixista no circuito indie rock parisense.

(O parágrafo acima é todo mentira).

Conversesnow (1)

Sinceramente, de coração, vai se ferrar…

outubro 21, 2009

Rebeldia e liberdade.

Dois adjetivos que são usualmente usados para caracterizar os jovens, dois adjetivos que definem muito bem o trabalho do fotógrafo e skatista Toni Takai. Ao melhor estilo live fast and die young ele demonstra muito bem a atitude de uma geração, muito diferente do que vemos seguidamente na publicidade ou em novelinhas como Malhação.

Olha aí.

Por uma vida menos ordinária

outubro 20, 2009

Um jovem monolito de André Drahmer

Aos completar trinta anos, você ganhará os olhos duros dos sobreviventes. Só verá sua amada na parte da manhã e da noite, só encontrará seus pais de vinte em vinte dias. E quando seus velhos morrerem, você ganhará um dia de folga para soluçar e gritar que deveria ter ficado mais próximo deles. Sorria, você é um jovem monolito e a vida vai ser pedrada.

O trabalho é uma grande cadeia e você sentirá muito alívio por ter uma. A cadeia engrandece o homem. E o sangue do dinheiro tem poder. Reze. Reze ajoelhado por uma carreira, dê a sua vida por ela. Viva como todo mundo vive, você não é melhor que ninguém. Porque o dinheiro move montanhas, o dinheiro é a igreja que lhe dará o céu. Sorria, você é um jovem monolito e o mundo é uma pedreira. Eles irão moer você todinho.

De brinde, muitos domingos para chorar sua falta de tempo ou operar uma tendinite. Nas terríveis noites de domingo, beba. Beba para conseguir dormir e abraçar mais uma monstruosa segunda-feira. Aquela segunda-feira que deixa cacetes moles e xoxotas secas para sempre. A vida é uma grande seca, mas ninguém sente calor: Nas salas refrigeradas, seus colegas de trabalho fabricam informação e, frios, sonham com o dia dez do próximo mês. Você é o Babaca do Dia Dez, não há como mudar o seu próprio destino. Babaca que acorda assustado, porque ninguém deve atrasar mais de vinte e cinco minutos. Eles descontam em folha e você é refém da folha, do salário, do medo.

Ninguém tem o direito de ser feliz, mas você ganhará a sua esmola de seis feriados por ano. E todos nós vamos enfrentar, juntos, um imenso engarrafamento até a praia. Para fingir que ainda estamos vivos. Para mostrar que ainda somos capazes de sentir prazer. Para tomar um porre de caipirinha sentado em uma cadeirinha de praia. É uma grande solução. E você ainda ganhará quinze dias de férias para consertar a persiana, pagar contas, fazer uma bateria de exames. Ninguém quer morrer do coração, ninguém quer viver de coração. Eu não duvido da sua capacidade de vencer: Lembre disso no primeiro divórcio, no primeiro infarto, no primeiro AVC.

Lembrete

outubro 15, 2009

“Nunca se esqueça, vai chegar o dia que você também vai ser velho e ultrapassado.”

Frase muito repetida por pais e mães mundo afora. Talvez seja verdade.

Descontruíndo

outubro 7, 2009

Trabalho do mexicano Damian Ortega.

Instalações que desmontam objetos do cotidianos, mostrando seus encaixes pré-fabricação, como que cada peça tivesse uma ligação magnética uma com a outra, um perfeito trabalho de calculo e projeção do espaço utilizado.

Suas grandes paixões são desfazer caminhões e fuscas, além de montar um super átomo de armas brancas.

3106_5921d1b8829efca6462e9172d8f704a0

Absolut Russia

outubro 5, 2009

Não é novidade para ningúem dizer que a Russia é o país da vodka.

Creio eu cá com meus botões que essa bebida é um dos grandes patrimônios culturais dos russos, a bebida faz parte da imagem que o mundo tem deste país, eles que depois da década de 80 passaram a exportar para todo o planeta a tal mardita, em versões export, a Stolychinaia, uma das mais conceituadas delas, alterou sua formula para cair no gosto ocidental, essa informação também conta quando falamos da Smirnoff e Orloff.

E quando o processo é inverso? Tentar vender um produto novo em um local aonde já existe marcas tradicionais e de qualidade, sabe essa inversão de papel, como o Chitãozinho e Xororó abrindo churrascaria em Porto Alegre ou a Brahma tentando vender cerveja na Alemnha, esses tipos de furadas que volta e meia a gente estuda no marketing.

Pois então, a Absolut teve essa missão de cruzar a fronteira, tentar vender o seu produto para os russos que bebem vodka pura desde os 14 anos. Na Russia, a bebida é mais aromatizada e com um leve sabor, já na Suécia (de onde vêm a Absolut) a vodka tem um sabor mais neutro, ideal para misturar, drinks e coquetéis.

O pessoal da TBWA teve que sambar para chamar a atenção dos russos, tanto que foram produzidos mais cards do que é de costume. Não poderia faltar Moscow e são Petesburgo, a estação de trens de Vladvostock, aonde termina e\ou começa a Transiberiana é muito bem retratada, mas o grande destaque é Arkhangelsk, esta cidade de nome de impossível pronuncia, que se encontra no extremo norte do país foi homenageada com um barco quebra-gelo rasgando as frias aguas do Mar do Norte

Confere aí…

Absolut Moscow

Absolut Stpetersburg

Absolut Arkhangelskn

Absolut Vladivostok

Design para pensar

outubro 2, 2009

Trabalho incrível do designer gráfico francês Staphené Massa-Bidal.

A sua ideia é misturar o passado, o presente, o futuro e chacoalhar tudo isso, gerando assim um conceito de obras muito atual, que se encaixa no estilo da web 2.0, igualmente seu trabalho não cansa, não satura a visão. O que eu estou querendo dizer é que um posters de Massa-Bidal pode ficar muitos anos pendurado na sua parede, ao contrário daqueles merdas de pinturas do Rogério Britto.

Ele utiliza uma tipografia super moderna, limpa e neutra, reforçada pelo uso da fonte Helvética (que já mereceu um post aqui no Pão & Circo); as imagens são dos primórdios da fotografia, em alguns momentos remete a daguerreotipia, dos tempo que a publicidade ainda estava engatinhando.

O tipo de trabalho que coloca aquela pulga atrás da orelha, que parece representar muito mais do que parece a primeira vista.

 

3909428020_d53a440275