Posts Tagged ‘Artistas’

Adam Makarenko

novembro 17, 2009

Todo mundo sabe que o Canada é um país bem bacana, de gente honesta e educada, um país que foi colonizado metade pelos os ingleses e a outra metade por francês, ou seja, uma mistura das duas melhores heranças coloniais do planeta.

Um dos poucos problemas do Canada é que seguido eles cagam fora do pinico não questões ambientais, pois eles possuem uma natureza muito rica em recursos naturais, volta e meia aparecem imagens deles matando ursos polares e outros animais simpáticos que vivem na região, há também enormes florestas que a cada dia são desmatadas, as árvores nativas da região são matéria prima para o papel de jornal.

Porque eu estou falando isso? Para apresentar o belo trabalho do fotografo também canadense Adam Marenko, ele criou uma versão em miniatura de um parque natural do estado de Ontario, logo após longos meses de trabalhos e realizou esses cliques que são a sua versão para a invasão humana em um território selvagem.

Bonito né?

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Descontruindo o construtivismo

novembro 12, 2009

Esse tipo de trabalho me lembra os tempos de recortes de revistas no jardim de infância, em que a gente recortava as fotos das revistas Vejas e Super Interessante velhas e montava umas imagens prá lá de divertidas.

Na verdade, esse tipo de arte existia muito antes de eu nascer, foi criada na Russia lá no início do século, se chama constutvismo Agora em 2009 surge um ilustrador que veio para renovar esse movimento, munido das melhores ferramentas gráficas que a tecnologia pode oferecer, Jullian Pacaud cria cenas modernas, absurdas e em alguns momentos desprovidas de sentido.

Confere aí.

Gigante

outubro 29, 2009

Gelo derretido, formas geometricas, raízes externas, objetos de café-da-manhã – tudo isso e muito mais agigantado nessas fantásticas instalações do americano David Dimicheli.

O que me faz lembrar da minha saudosa infância, assistindo inúmeras vezes o VHS de Querida Encolhi as Crianças, me lembro que levou anos até que um filme mexe-se tanto comigo, exatmente até 1994, com o Parque dos Dinossauros – aquele gloriosa atuação de Rick Moranis não saí da minha memória.

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Detonando em Bruxelas

outubro 20, 2009

Imagine alguém que deseja abrir um restaurante em Bruxelas, talvez não seja tão fácil encontrar alguém com este sonho, mas existe.

Bem, o cara simplesmente tem que se esforçar muito no conceito do projeto, afinal a capital belga é reconhecida mundialmente pelos seus ótimos cafés e restaurantes das mais variadas cozinhas. Bem, então lá vai o cara, monta todo o projeto, estilo do menu, decide o chef de cozinha, o estilo de atendimento, design dos ambientes e por aí vai.

Para deixar a coisa mais hype, o cara decide convidar um dos escultores mais conceituados da Europa, o francês Xavier Veilhan, que promete fazer algo bem bacana para o seu restaurante. Passam algumas semanas e o tal do Xavier apresenta o esboço da escultura, que simplesmente ocupa os dois andares do restaurante. Ele argumenta que vai ser algo extremamente vanguardista, mas que pra realizar a obra, vai ter que arrebentar o teto do restauarente, detonando a fiação e tubulação do local, e que tudo isso vai custar uns 100 mil euros, fora o cachê.

Parece uma situação bem absurda, mas tem gente que topa.

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As cartas de Van Gogh e os registros póstumos do Facebook

outubro 19, 2009

Van Gogh - Quarto do Artista

Esses dias caiu nas minhas mão um artigo muito interessante. Sinceramente, eu não me lembro onde foi e muito menos quem escreveu, de qualquer jeito, ele me chamou a atenção para um fato muito importante que simboliza muito bem os tempos  modernos.

A reportagem falava dos pais de um garoto americano que morreu em um acidente de carro, um drama que acontece há muito tempo e em qualquer lugar do mundo. Fatalidades acontecem, o curioso é que hoje em dia quando alguém morre, ele deixa muita coisa registrada -Orkut, Twitter, Facebook, blogs e outras redes sociais que deixam ali nossos pensamentos e sentimentos- o que torna o seu perfil uma espécie de altar virtual. Os pais do rapaz usam a página do Facebook para se sentir mais perto do garoto, leram seus recados, pesquisaram as suas comunidades e aplicativos que ele usava, tudo na tentativa de entender a intimidade do filho, uma maneira desesperada e ao mesmo tempo compreensível de não deixar a pessoa querida ser esquecida. O problema é que o tempo passou e o casal não superou a dor, pois vivia uma ambiguidade. O  filho estava morto no mundo real, mas vivo no virtual.

Senti isso ao receber a notícia da morte uma amiga, não eramos muito próximos, mas mesmo assim senti aquele gosto ruim da perda, que chega amargo na boca e se espalha no estômago assim como um licor ruim. Fiquei muito triste com o que ocorreu e sabe a primeira coisa que eu fiz? Foi acessar a página dela no Orkut, lá vários scraps de amigos e parentes, falando diretamente para ela como se ela ainda estivesse viva, lamentando junto com ela a sua morte, apenas dois scraps foram o suficiente para dar um nó na minha garganta.

O que me leva a fazer diversas perguntas: o que deve ser feito com estes perfis? Existe alguma política dentro do Google por exemplo em relação a conta de uma pessoa que morreu e levou a sua senha com ela; e a família tenha o direito de encerrar o perfil? Você pode perceber que quando o assunto é morte, nada é fácil.

Para linkar o assunto, fiquei sabendo que o Van Gogh Museum disponibilizou todas as cartas escritas e recebidas pelo pintor holandês. Um registro importante não apenas por ele ser um dos maiores artistas da história ou por ele nunca ter vendido um quadro durante a sua vida, mas sim, por deixar registrados seus pensamentos numa época em que as pessoas não deixavam muitas coisas pra trás quando morriam.

Muito diferente de hoje.

A cidade dentro da cidade

outubro 16, 2009

Volta e meia aparece alguém criando algo inusitado em Nova York.

Todo mundo sabe que a cidade é um formigueiro de gente tentando se dar bem, legal e ilegalmente e com artistas não seria diferente. Profissionais de todas as áreas buscam a grande maçã para obter grana e reconhecimento, exatamente como acontece no mundo do futebol – para 1000 pessoas que tentam, apenas uma e olhe lá, vai alcançar as glórias que o sucesso oferece.

O que não falta também é gente retratando NYC, o que acaba criando millhares de cidades dentro de uma cidade. Há a Nova York de Sex on The City:  um desfile de vestidos caros, prédios altos, mulheres que caçam um novo casamento e homens que não sabem compreendê-las, como também existe a NYC de Taxi Driver: com suas ruas sujas e fedorentas, transbordando de psicopatas que buscam em cada esquina sua próxima vítima.

Surgiu a pouco tempo a Nova York do fotógrafo Rodolfo Vanmarcke, que faz coisas simples como fotografar poças de água com lentes de aumento, ou até mesmo com a câmera virada. Gestos comuns e já repetidos na história fotografia, mas que de qualquer jeito, criou uma Nova York nunca antes imaginada.

Descontruíndo

outubro 7, 2009

Trabalho do mexicano Damian Ortega.

Instalações que desmontam objetos do cotidianos, mostrando seus encaixes pré-fabricação, como que cada peça tivesse uma ligação magnética uma com a outra, um perfeito trabalho de calculo e projeção do espaço utilizado.

Suas grandes paixões são desfazer caminhões e fuscas, além de montar um super átomo de armas brancas.

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Design para pensar

outubro 2, 2009

Trabalho incrível do designer gráfico francês Staphené Massa-Bidal.

A sua ideia é misturar o passado, o presente, o futuro e chacoalhar tudo isso, gerando assim um conceito de obras muito atual, que se encaixa no estilo da web 2.0, igualmente seu trabalho não cansa, não satura a visão. O que eu estou querendo dizer é que um posters de Massa-Bidal pode ficar muitos anos pendurado na sua parede, ao contrário daqueles merdas de pinturas do Rogério Britto.

Ele utiliza uma tipografia super moderna, limpa e neutra, reforçada pelo uso da fonte Helvética (que já mereceu um post aqui no Pão & Circo); as imagens são dos primórdios da fotografia, em alguns momentos remete a daguerreotipia, dos tempo que a publicidade ainda estava engatinhando.

O tipo de trabalho que coloca aquela pulga atrás da orelha, que parece representar muito mais do que parece a primeira vista.

 

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Uma Olimpíada Muito Louca

setembro 30, 2009

Gostei muito do trabalho Micheal Dotson, americano nascido em Ohio, Cleveland.

Na verdade não faço ideia de que movimento artístico ele pertence – mas sei que gostei do que vi.

Ele usa cores muito fortes, intensas para ser mais preciso, meio que remete aos anos 80 e seu frenesi policromático. Sua temática é uma mistura de linhas com forma geométricas básicas (como o círculo, quadrados, triângulos caso você não saiba) e símbolos esportivos como ginásios, estádios, piscinas e quadras de tênis.

O que me faz pensar que este conjunto de obras poderia ser descrito como sei lá, Olimpíadas do Santo Daime, quem sabe?

Acesse o site dele:

http://michael-dotson.com/home.html

Erwin Wurn

setembro 2, 2009

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O artista mucho loco Erwin Wurn apareceu para o grande público (incluindo para mim) quando o Red Hot Chili Peppers decidiu o criar o conceito do video clipe “Cant Stop” apartir do seu trabalho “One Minute of Sculture”.

Suas esculturas mostram pessoas se tornando objeto, em lugares, posiçoes e situaçoes pouco usuais. Provavelmente seu trabalho não vai mudar a vida de muitas pessoas, mesmo assim é boa mameira de ver as coisas por outro foco.

Mora em Viena, ainda não morreu.

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