Archive for outubro \29\UTC 2009

Dalian Shide Stadium

outubro 29, 2009

Quando a arquitetura e a publicidade se unem, ou seja, quando uma agência tem que criar uma campanha para um empreendimento imobiliário, quase sempre vemos o mesma chamada nos anúncios, “um novo conceito em moradia”, “um novo conceito de viver em Porto Alegre”, daí você vai visitar o apartamento decorado e o projeto do edifício, quando chega lá qual e a surpresa, um apartamento de 60m², com três quartos, uma sala, uma cozinha, um banheiro, igual a milhões de apartamentos, e o prédio então, salão de festa, churrasqueira, piscina e no máximo uma academia fulera. O que nos faz chegar a conclusão, qual é o conceito que estas pessoas tem sobre a expressão “novo conceito”?

Dando uma guinada no assunto, mas mantendo o foco na arquitetura, achei no site Loud Dreams esse projeto para um novo estádio de futebol na China, o Dalian Shide Stadium promete ser inovador, primeiro porque vai ser uma construção ecológicamente sustentável, mas o destaque são as chamadas formas puras, um estilo de arquitetura orgânica, que se funde muito bem com o ambiente.

Depois de construirem o Ninho de Pássaro, os chineses nos apresentam isso…

O projeto foi criado pela NBBJ.

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Gigante

outubro 29, 2009

Gelo derretido, formas geometricas, raízes externas, objetos de café-da-manhã – tudo isso e muito mais agigantado nessas fantásticas instalações do americano David Dimicheli.

O que me faz lembrar da minha saudosa infância, assistindo inúmeras vezes o VHS de Querida Encolhi as Crianças, me lembro que levou anos até que um filme mexe-se tanto comigo, exatmente até 1994, com o Parque dos Dinossauros – aquele gloriosa atuação de Rick Moranis não saí da minha memória.

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Corre vampirada emo…

outubro 28, 2009

…e os registros póstumos do Facebook

outubro 26, 2009

No dia 19  sobre de outubro eu escrevi aqui no blog um post um pouco diferente, ali eu falava sobre morte de pessoas querias e as redes sociais, comentava sobre as pistas que as pessoas deixavam registradas em ferramentas como o Orkut e Facebook, seus gostos, seus amores e ódios, seu passado todo registrado – o que mais me chamou atenção enquanto eu pesquisava sobre o assunto, como as pessoas se “arragavam” ao perfil das pessoas que haviam perdido a vida de maneira trágica.

Eu me perguntava também o que deveria ser feito com o perfil de uma pessoa falecida, que direito os familiares tinha sobre este perfil e o que as mega-corpoarações da web deveriam fazer  com ele.

Pois então parece que o Facebook encontrou uma solução, veja aqui o que O Globo públicou sobre:

O Facebook anunciou uma nova função que permitirá a amigos e familiares alertarem o site sobre a morte de algum usuário, transformando o seu perfil em um memorial e impedindo que ele seja acessado por estranhos.

No post em que anunciou a novidade no blog oficial, Max Kelly, do Facebook, conta sobre a morte de um colega de empresa, logo no início da caminhada do Facebook, e como eles próprios vivenciaram a triste dúvida: o que fazer com o perfil dele no site?

“Nós queríamos modelar as relações das pessoas no Facebook, mas como lidar com as interações com alguém que não pode mais participar?”, questiona Max, “Quando uma pessoa parte, ela não deixa nossas memórias ou redes sociais. Para refletir essa realidade, criamos o conceito de perfis “memoriais” como um lugar onde as pessoas podem guardar suas memórias sobre aqueles que se foram.”

Para que um perfil se torna um “memorial” é preciso que algum amigo ou parente entre em contato com o Facebook, alertando o site sobre a morte da pessoa atráves de um formulário .

Quando a informação é confirmada, alguns dados do perfil deixam de aparecer e ele fica bloqueado para qualquer pessoa que já não fosse um “amigo”, deixando de aparecer em páginas de busca. O mural permanece na página para que amigos e familiares possam publicar mensagens, mas deixa de ser possível entrar no site por aquela conta.

Então quer dizer que…

outubro 26, 2009

Mais em Ryot Tiras.

Realismo Fantástico

outubro 26, 2009

Acho que essa é uma das coisas mais impressionantes que eu já postei aqui no Pão & Circo.

Apesar deste fato ter acontecido há algumas semanas (fica aqui nossa reclamação com nossos correspondentes na Alemanha), ele não pode ser deixado de lado. Os caras realmente montaram um espetáculo de proporções gigantescas, no passado dia 03, aconteceu a comemoração do vigésimo aniversário da queda do muro de Berlin, uma data histórica não apenas para a cidade, mas para todo país e também para Europa, já que apartir daí começaram as políticas de unificação do continente, sabe, o rompimento das fronteiras e moeda única.

O “Berlin Reunion” foi encenado por duas marionetes gigantes, a base da história é de uma mergulhador que foi ao mar enfrentar uma grande batalha nas suas profundesas, após 20 anos, ele retorna vitorioso e é recebido por sua filha, que lhe leva a um passeio pela nova Berlin, enquanto matam a saudades um do outro.

Uma história cheia de paralelos com a história alemã – o evento foi acompanhado por 1,5 milhões de pessoas durante todo o dia.

Confere aí as fotos…

No décimo segundo andar do edifício Novo Brasil

outubro 25, 2009

Naquela época eu mal percebia, mas na verdade acredito que isso acontece com todo mundo, sério mesmo, a melhor fase que você passa numa casa é quando você acabou de se mudar, sim, quando ainda não existem quadros pendurados nas paredes e sua voz ecoa facilmente pela sala ausente de móveis.

Isso aconteceu comigo há mais ou menos uns quatro anos atrás, quando eu me mudei com a Lú para um apartamento perto do centro, era tão divertido quando nossos amigos vinham nos ajudar a esvaziar as caixas de livros, trocar o sofá de lugar um milhão de vezes, tirar o pó dos pratos e copos enquanto ouviamos The Killers no disc player, as tardes passavam tão rapidamente que logo viravam noite, apenas percebíamos que havíamos passado horas e mais horas na função quando nossas barrigas imploravam por carboidratos. Comíamos sentados em almofadas e colchonetes, sanduíches de atum com pão preto do supermercado e Coca-Cola Light quente, essa era a base da nossa alimentação, sinto muita falta da simplicidade daqueles tempos.

O vinho tinto entrava logo em cena, eu e Lú continuávamos bebendo mesmo quando todo mundo já havia ido embora, ela colocava Nouvelle Vague para tocar, transávamos em todo o apartamento, uma tarefa que não era muito difícil, o apartamento tinha apenas quatro cômodos, igualmente era diferente, era a nossa casa, fator que inclui uma intimidade nunca antes imaginada entre nós, terminávamos exaustos, dividíamos um cigarro e ficávamos conversando até o amanhecer, sobre como foi difícil chegar até ali, o quanto foi complicado o pedido ao tio dela para ser fiador, ter que comprar cama, geladeira e mais um Caminhão do Faustão inteiro em incontáveis prestações, mas não importava, tínhamos uma casa vazia de móveis, mas cheia de sonhos a serem realizados.

Na primeira noite que passamos no apartamento – tínhamos muita pressa em nos mudarmos – dormimos em cima de três edredons, me lembro como se fosse hoje, acordei abraçado a ela com o meu nariz colado ao seu pescoço, sempre foi assim, o cheiro dela para mim era como uma endorfina, um vício, que me acalmava quando eu precisava ficar calmo e me excitava quando você já sabe o que. Me levantei e fui passar um café porque tínhamos mais um longo dia pela frente, deixei ela dormindo, permanecendo a mesma menina que eu havia idealizado quando eu a conheci na faculdade, eu me perguntava como ela fazia isso e coloquei açúcar demais no café enquanto me questionava sobre isso.

E apoiodo no parapeito da sacada eu via uma cidade que nascia para trabalhar, rostos carrancudos que foram tirados de suas camas quentes para trabalhar nesse domingo nublado, esperando o ônibus sem pensar em nada ou pensando em tudo ao mesmo tempo. O café fazia seu efeito e eu também despertava, me dando conta que talvez tenhamos nos mudado para a região mais barulhenta e poluída da cidade, pagando um valor quase 150% a mais do que o devido. Aos poucos ela vai acordando, vejo os seus olhos abrindo contra sua vontade, esticando seus braços e pernas em todas direções, para finalmente encontrar meu olhar escondido atrás da minha xícara, e sorrir, o sorriso mais lindo que já vi na minha vida.

Foi aí que eu cheguei a conclusão de que mesmo estando apenas no décimo segundo andar do Edíficio Novo Brasil, eu me encontrava no topo do mundo.

Mantenha Distancia

outubro 25, 2009

Nadav Kander, diretor de arte e fotógrafo publicitário e mais premiado de 2009.

Aqui a exposição que ele está realizando em Tokyo – Keep Your Distance.

Confere aí.

A noite será devagar

outubro 25, 2009

Bem, aqui estou eu de novo ouvindo as boas e velhas músicas de novo, sentindo tristeza, a boa tristeza à moda antiga em que as lágrimas não chegam a sair, bom, ouço mais um pouco.


A mente pode consumir quantidades mágicas de memória enquanto a noite se desdobra noite adentro, enquanto outro charuto é aceso, como se pode ficar terrivelmente amuado quando velhas músicas seguem-se uma às outras, rostos são lembradas, rostos jovens, como fatias novas de uma maçã ,estão mortos agora, quase todos eles mortos agora.


A aparente beleza e a aparente bravura, se foram.


Sentado aqui permitindo que meus melhores sentidos sejam diluídos pela melancolia, um homem velho, lembrando de novo, olhando de cima a baixo o bar imaginário cheio de assentos vazios, pensando naquela criança com os loucos de olhos vermelhos que sentava lá enchendo o copo e enchendo e enchendo e enchendo de novo ao ponto da imbecilidade, agora lembrando, ouvindo de novo, permitindo a idiotice entrar de novo, somos todos idiotas para sempre, idiotizados para sempre, alegremente, agora.


Sempre ele, Charles Bukowiski, o nome do poema é o título do post.

Xamãnismo Nórdico

outubro 24, 2009

Fever Ray - Stranger Than Kindness

Recém saido do forno o novo vídeo da xamã sueca Karen Dreijer,  a faixa em questão é Stranger Than Kindness (um cover do não menos obscuro Nick Cave), que pertence a versão deluxe do seu projeto solo, o Fever Ray, que estará a venda até o final do mês.

Uma noite fria e cheia de neblina em algum lugar perdido na escandinávia, ali personagens das mais absurdas formas, temerosos pelo seus destino, vagam para uma antiga casa, que emite sons e luzes estranhas – arte pura.

Surrealismo, obscurantismo, pós-modernidade tudo isso e muito mais nesse vídeo dirigido pelo também sueco Andreas Nilsen, responsável de quase todos os vídeos do The Knife e do Royksopp.

Vê se não se assusta.