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As cartas de Van Gogh e os registros póstumos do Facebook

outubro 19, 2009

Van Gogh - Quarto do Artista

Esses dias caiu nas minhas mão um artigo muito interessante. Sinceramente, eu não me lembro onde foi e muito menos quem escreveu, de qualquer jeito, ele me chamou a atenção para um fato muito importante que simboliza muito bem os tempos  modernos.

A reportagem falava dos pais de um garoto americano que morreu em um acidente de carro, um drama que acontece há muito tempo e em qualquer lugar do mundo. Fatalidades acontecem, o curioso é que hoje em dia quando alguém morre, ele deixa muita coisa registrada -Orkut, Twitter, Facebook, blogs e outras redes sociais que deixam ali nossos pensamentos e sentimentos- o que torna o seu perfil uma espécie de altar virtual. Os pais do rapaz usam a página do Facebook para se sentir mais perto do garoto, leram seus recados, pesquisaram as suas comunidades e aplicativos que ele usava, tudo na tentativa de entender a intimidade do filho, uma maneira desesperada e ao mesmo tempo compreensível de não deixar a pessoa querida ser esquecida. O problema é que o tempo passou e o casal não superou a dor, pois vivia uma ambiguidade. O  filho estava morto no mundo real, mas vivo no virtual.

Senti isso ao receber a notícia da morte uma amiga, não eramos muito próximos, mas mesmo assim senti aquele gosto ruim da perda, que chega amargo na boca e se espalha no estômago assim como um licor ruim. Fiquei muito triste com o que ocorreu e sabe a primeira coisa que eu fiz? Foi acessar a página dela no Orkut, lá vários scraps de amigos e parentes, falando diretamente para ela como se ela ainda estivesse viva, lamentando junto com ela a sua morte, apenas dois scraps foram o suficiente para dar um nó na minha garganta.

O que me leva a fazer diversas perguntas: o que deve ser feito com estes perfis? Existe alguma política dentro do Google por exemplo em relação a conta de uma pessoa que morreu e levou a sua senha com ela; e a família tenha o direito de encerrar o perfil? Você pode perceber que quando o assunto é morte, nada é fácil.

Para linkar o assunto, fiquei sabendo que o Van Gogh Museum disponibilizou todas as cartas escritas e recebidas pelo pintor holandês. Um registro importante não apenas por ele ser um dos maiores artistas da história ou por ele nunca ter vendido um quadro durante a sua vida, mas sim, por deixar registrados seus pensamentos numa época em que as pessoas não deixavam muitas coisas pra trás quando morriam.

Muito diferente de hoje.

Oriente versus Ocidente

outubro 14, 2009

Trabalho nota 10 do ilustrador japonês Tomokazu Matsuyama.

Ele sempre trabalha com figuras tradicionais do Japão: gueixas, samurais, peixes e dragões com uma paleta de cores com muitas opções. Com um traço diversificado, suas figuras aparecem misturadas a inúmeras formas geométricas. Resumindo: só de olhar você sabe que é aquela sempre bem-vinda fórmula oriente versus ocidente.

Nas suas exposições, Tomokazu trabalha todo os ambientes da amostra, não apenas pendurando os quadros na parede e se dando por satisfeito. Mesmo assim, raramente ele trabalha com instalações, mas às vezes que o faz, usa combinações nada usuais. É o caso do cowboy playmoboy aí de cima.

Uma Olimpíada Muito Louca

setembro 30, 2009

Gostei muito do trabalho Micheal Dotson, americano nascido em Ohio, Cleveland.

Na verdade não faço ideia de que movimento artístico ele pertence – mas sei que gostei do que vi.

Ele usa cores muito fortes, intensas para ser mais preciso, meio que remete aos anos 80 e seu frenesi policromático. Sua temática é uma mistura de linhas com forma geométricas básicas (como o círculo, quadrados, triângulos caso você não saiba) e símbolos esportivos como ginásios, estádios, piscinas e quadras de tênis.

O que me faz pensar que este conjunto de obras poderia ser descrito como sei lá, Olimpíadas do Santo Daime, quem sabe?

Acesse o site dele:

http://michael-dotson.com/home.html