O que é mais cool do que ser cool?

A fórmula já é um pouco conhecida entre todo nós, não é? Estou em um bar longe do centro da cidade, na mesa comigo um monte de gente semi-importante: publicitários premiados, a relações públicas da noite mais badalada da cidade, a dona daquele loja que vende calça Diesel, personagens que você encontra em Nova York, São Paulo ou Manaus, as cidades do mundo estão cheias dessas pessoas.

Você simples assalariada, que trabalha na normalidade do seu escritório, com café de cafeteira, impressora que não funciona, faxineira que bagunça o seus arquivos, ou seja, uma pessoa simples perdida no meio de tanta outras, que foi para na mesa de um bar desconhecido, o famoso convite-furada de alguém, depois da segunda cerveja e de três tentativas de aproximação, você percebe que está sendo esnobado e escanteado, não adianta nem oferecer cigarro para todo mundo.

A solução? Falar de cultura, sobre duas coisas que não tem erro: a primeira…  música, diga algo de preferência  sobre os Stokes, como a banda está perto do fim, comente que você não gostou nada do novo trabalho de John Casablanca “uma mistura de indie com pop anos 80, o The Killers já fizeram e desfizeram essa fórmula”, ponto para você. Na hora que a conversar descambar para o cinema, não se arrisque em caminhos difíceis como Lars von Trier ou até mesmo Woody Allen e sua incessante vontade de mostrar a cidades como enormes pontos turísticos.

Você tem que falar de Quentin Tarantino cara, o diretor mais hype dos últimos quinze anos, desenvolva uma longa conversa, disserte gesticulando bem os braços sobre seus personagens com enormes cicatrizes, traumas psicológicos, sede de vingança a qualquer preço, estética pós- moderna e edição rápida.

Agora, fora de brincadeira, o cara sabe o que faz, se daqui um tempo começar a parecer festa anos 2000 (olha que elas vão aparecer antes do que você imagina), certamente vai ter alguém com um macacão amarelo e franjas loiras.

Andam dizendo que Os Bastardos Ingloriosos – o nome do filme foi traduzido pela minha avó – é realmente um bom filme e não apenas um acredite no hype, esperaremos para ver se é verdade, pelo que vi o Brad Pitt está em um papel que lembra muito o Clube da Luta.

Veja o trailler e tire sua própria opinião (ela é muito importante).

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Uma resposta to “O que é mais cool do que ser cool?”

  1. Eliane Says:

    Tarantino é 10! Esse deve ser um dos 6 ou 5 melhores filmes do ano, mas vamos conferir primeiro. A propósito, a indústria cinematográfica americana não faz mais que isso ao ano. Sempre foi assim, mesmo com o aumento expressivo de produções não consegue ultrapassar essa média. Neste ano tivemos Gran Torino (espetacular!), O leitor (sublime), Benjamin Button e A troca interessantes. Ops… deve ter mais dois, mas ainda não assiti.

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